Mostrando postagens com marcador suspense gótico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador suspense gótico. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de janeiro de 2013

Esquizofrenia?

A menina que não sabia ler - John Harding






Li esse livro há uns 6 meses e até hoje não sei ao certo o que acho dele. Fui completamente surpreendida pelo enredo que não se parece em nada com o que pensava que seria. 
Comecei a escrever essa resenha 2 meses após a leitura e só agora conclui, de certa forma. Me senti na obrigação de escrever algo sobre esse livro, mas não conseguia me achar. 
É aquele tipo de livro que te faz pensar sobre os limites entre o que é real e o que é fantasia, o que é certo e errado e o que nos leva a atravessar tais limites, então foi realmente muito difícil pra mim encontrar a forma certa de falar sobre ele (já é difícil pra mim normalmente falar sobre qualquer coisa que eu entenda, dirá aquilo que não entendo), queria fazer algo realmente bom, e nunca ficava bom o suficiente. Acho que nunca fica. Mas eu sempre acabo escrevendo.



A época é final do século XIX, em 1891 na Inglaterra. A história é narrada por Florence, uma órfã que vive em Blithe, a mansão de seu tio e única família que ainda lhe resta excluso seu querido meio-irmão Giles que mora com ela na mansão. Seu tio é extremamente ausente, a ponto de Florence nem se lembrar bem de sua fisionomia, e severo, a ponto de não deixar que Florence aprenda a ler.

Florence é uma menina muito curiosa e descobre uma biblioteca em Blithe. Passa horas lá e acaba aprendendo a ler sozinha. Descobre o mundo da literatura e encontra nos livros um consolo para sua solidão e um jeito de acalmar seus medos. Mas também acaba desenvolvendo uma imaginação fértil. 
Ela é uma menina de poucos amigos, aliás, a única pessoas com quem ela interagia que não fosse Giles e os empregados de Blithe era Theo Van Hoosier, o vizinho que aparecia de vez em quando para brincar (brincar?) com Florence.
Logo chega a hora de Giles, que é mais novo que Florence, começar a frequentar a escola enquanto Florence mofa em casa, e seu tio contrata sra. Grouse para ser sua preceptora. Florence não gosta muito da ideia de ter seu irmão longe de si, mas um infeliz acidente (nem tão acidental) ocorre e a sra. Grouse morre, mas logo srta. Taylor é mandada para substituí-la, para a infelicidade de Florence.

Até onde se pode chegar para proteger alguém que você ama? Para Florence, vale tudo para proteger Giles. Ela jamais poderia deixar qualquer coisa de ruim acontecer ao seu precioso Giles, nada poderia levá-lo para longe dela. Ele era tudo que ela tinha.
Fiquei chocada com tudo o que Florence foi capaz de fazer para proteger seu irmão de algo que ela "sabia" que ia acontecer. Até que ponto, Florence? Ela não mede esforços para deixar seu irmão são e salvo ao seu lado.

O livro foi um pouco cansativo, mas o final é épico. O final foi muito criticado, mas na minha opinião, foi o desfecho perfeito e foi que fez com que eu gostasse do livro... Acho que se fosse diferente eu não teria gostado tanto. 


Avaliação: 7,5

Beijos,
Ana Alice N.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Torreão - Jennifer Egan

Sinopse: 

Danny é um nova-iorquino viciado em celular que, entre outros estranhos talentos, consegue detectar na própria pele se um lugar tem sinal de internet wi-fi. Quando seu primo Howard, de quem havia se afastado após uma brincadeira de mau gosto na adolescência, o convida para conhecer o castelo europeu que comprou e está reformando com a intenção de transformar em hotel de luxo, Danny acha que é uma boa oportunidade para retomar o contato e ao mesmo tempo fugir da confusão que arrumou em seu último emprego. Ao chegar lá, no entanto, as coisas começam a ficar estranhas. O torreão do castelo, que serviu de fortificação durante muitos séculos e resistiu a diversas tentativas de invasão, ainda é ocupado pela antiga proprietária - uma baronesa sinistra que parece velha demais para estar viva. Uma piscina mal-assombrada e um traiçoeiro labirinto subterrâneo completam a aura de mistério do lugar. Quando o pânico toma conta de Danny, ele descobre que a "realidade" pode ser algo em que não consegue mais acreditar. De maneira inventiva e subvertendo os limites entre fantasia e realidade, Egan constrói uma história que prende o leitor a cada página e nos faz ter vontade de reler o livro muitas vezes.

Resenha: 

Se tivesse que descrever esse livro em uma palavra, diria GENIAL.
Não me lembro de já ter visto nada parecido. Egan criou um romance pegando o cenário comum dos suspenses góticos (castelos muito velhos e colossais, de preferência na Europa, que guardam anos e anos de segredos acumulados de uma família poderosa) e pondo nisso personagens como Danny, um cético nova-iorquino que raramente vai a algum local que não tenha conexão WiFi. E fica tão... perfeito. A leitura é fluida, a história é envolvente. 
Parece bem louco eu falando assim, tipo, onde em tudo isso de castelos velhos e céticos nova-iorquinos cabe um romance? Mas, vai por mim, tem romance aí e é bem melhor que muito Crepúsculo por aí. Ha, ha, zoei...

Algo que me chamou a atenção e que tornou a leitura ainda mais envolvente é que a história é narrada por Ray, um presidiário que está participando de uma oficina de escrita na prisão, e ele alterna entre a história de Danny e o que ele está vivendo na prisão. Eu ficava super curiosa pra saber o que ia acontecer com Danny, aí ele cortava e passava a contar o que acontece na prisão e, então, quando ele voltava pra história de Danny eu ficava curiosa de novo, eu queria agora que ele dissesse o que estava acontecendo na prisão, e vice-versa.
O livro é deslumbrante, incrível, do começo ao fim. Mas, só chegamos a perceber o quanto é realmente, quando o terminamos e todos os mistérios foram desvendados.
No final eu fiquei, tipo, "Ah! Você me enganou!", quando lerem vocês me entenderão. E não vão se arrepender.

Beijos,
Ana Alice N.